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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Anatomia comparada


Estudos comparativos de animais forneceram evidências muito fortes a favor da teoria de Darwin. Em muitos tipos diferentes de vertebrados, por exemplo, estão presentes os mesmo ossos, indicando o seu passado evolutivo. Assim, os membros anteriores ilustrados na figura são todos constituídos pela mesma estrutura óssea básica, com modificações num determinado sentido na asa do morcego e em outro sentido na perna do gato. Estes ossos designam-se por homólogos nos diferentes vertebrados; ou seja, têm a mesma origem evolucionária, mas diferem na forma e função que desempenham. Em contraste, as estruturas análogas, tais como as asas de um pássaro e as de uma borboleta, têm as mesma função, mas diferente origem evolucionária.

Mecanismo da hereditariedade


Algumas das críticas mais duras que Darwin recebeu foram na área da hereditariedade. Naquele tempo, não se conhecia o conceito de gene nem se sabia como a hereditariedade operava. As teorias sobre hereditariedade que dominavam no tempo de Darwin não admitiam a possibilidade de ocorrência de variações na natureza, uma condição essencial da sua teoria. A genética estabeleceu-se como ciência no início do século 20, 40 anos depois da publicação da On Origen of Species de Darwin. Quando os cientistas começaram a compreender as leis da herança, o problema da hereditariedade associado à teoria de Darwin desapareceu.

A Idade da Terra


No tempo de Darwin, alguns físicos defendiam que a terra tinha escassos milhares de anos. Esta posição incomodava Darwin, porque a evolução de todos os seres vivos a partir de um único ancestral pressuponha muito mais tempo. Usando evidências obtidas do estudo de taxas de decaimento radiactivo, sabe-se agora que os físicos do tempo de Darwin estavam enganados, muito enganados: a Terra formou-se há cerca de 4500 milhões de anos.

O Registo Fóssil


Darwin previu que o registo fóssil forneceria elos intermédios entre os grandes grupos de organismos; por exemplo entre peixes e anfíbios e entre répteis e aves. Hoje conhecemos o registo fóssil a um nível que era impensável no século dezanove. Descobertas recentes de fósseis microscópicos estenderam a história da vida conhecida até 3500 milhões de anos atrás. A descoberta de outros fósseis deram suporte às previsões de Darwin e incidiram luz no compreensão de como os organismos evoluiriam, ao longo desta imensidade de tempo, de formas simples para formas complexas. Para os animais vertebrados em especial, o registo fóssil é rico e apresenta uma série gradual de alterações de formas, com o processo evolucionário à vista de qualquer um.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Evolução depois de Darwin

Passou mais de um século sobre a morte de Darwin, em 1882. Durante esse período, foram surgindo evidências cada vez mais fortes dando suporte à sua teoria. Também se verificaram avanços significativos em relação à nossa compreensão do processo evolutivo. Embora estes avanços não alterassem a estrutura básica da teoria de Darwin, ajudaram-nos a perceber de uma forma mais clara os mecanismo através dos quais a evolução ocorre.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Publicação da Teoria de Darwin


O livro de Darwin apareceu em Novembro de 1859 e causou imediata sensação. Muitas pessoas ficaram profundamente perturbadas pela sugestão de que os humanos eram descendentes dos mesmos ancestrais que os macacos. Darwin na verdade não discutiu este assunto no seu livro, embora fosse uma consequência dos princípios nele apresentados. No livro subsequente, “The Descent of man” Darwin apresenta o argumento directamente, construindo uma poderosa argumentação de que os seres humanos e os macacos actuais têm ancestrais comuns. Apesar de as pessoas aceitarem desde há muito que os humanos se parecem com os macacos em muitas características, a possibilidade de ter havido um relação evolucionária directa entre ambos era inaceitável para muitos. No entanto, os argumentos de Darwin a favor da teoria da evolução por selecção natural era tão fortes que os seus pontos de vista foram quase completamente aceites entre a comunidade intelectual após 1860.

Wallace teve a mesma ideia

O estímulo que finalmente levou a teoria de Darwin à impressão foi um ensaio que ele recebeu em 1858. Este ensaio foi enviado da Malásia a Darwin por um jovem naturalista inglês chamado Alfred Russel Wallace (1823 - 1913); ele apresentava de forma concisa a teoria da evolução por selecção natural, teoria que Wallace desenvolveu independentemente de Darwin.
Tal como Darwin, Wallace foi fortemente influenciado pelo ensaio de 1798 de Malthus. Colegas de Wallace, sabendo do trabalho de Darwin, encorajaram-no a corresponder-se com Darwin. Depois de receber o ensaio de Wallace, Darwin preparou uma apresentação conjunta dos seus trabalhos em Londres. Darwin completou o seu livro, ampliando o seu manuscrito que tinha escrito há tanto tempo atrás e submete-o a publicação.