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sábado, 13 de dezembro de 2008

O que Darwin viu


Quando o Beagle iniciou a sua viagem, Darwin estava completamente convencido de que as espécies eram imutáveis. De facto, foi apenas passados dois ou três anos do seu regresso que começou a considerar seriamente a possibilidade das espécies se alterarem. Contudo, durante os seus 5 anos no navio, Darwin observou um número de fenómenos que eram de importância crucial para as suas conclusões. Por exemplo, nas ricas camadas fossilíferas da América do Sul, ele observou fósseis extintos de armadilhos que ainda vivem na mesma área. Como poderiam estar na mesma área fósseis e organismos vivos semelhantes? A resposta que Darwin encontrava era de que os primeiros organismo (fósseis) deram lugar aos segundos. Nas Ilhas de Galápagos, ao largo da costa do Equador, Darwin encontrou tartarugas gigantes terrestres. Surpreendentemente, estas tartarugas não eram todas iguais. De facto, residentes locais e marinheiros que capturavam as tartarugas para alimento sabiam dizer a que ilhas elas pertenciam a partir das características das suas carapaças. Esta distribuição de variações físicas sugeriam que todas as tartarugas estavam relacionadas, e que mudaram levemente de aparência depois de se isolarem em diferentes ilhas.
Num sentido mais amplo, Darwin focava a sua atenção no facto de que as plantas e animais destas ilhas vulcânicas relativamente recentes serem parecidos com as plantas e animais da costa próxima da América do Sul. Se cada um destas animais e plantas fossem criados independentemente e simplesmente colocados nas Ilhas de Galápagos então porque razão não se pareceriam com animais e plantas de ilhas com climas semelhantes, como as ilhas da costa de África, por exemplo? Porque razão eles, pelo contrário, se pareciam com os da costa adjacente da América do Sul?

Os fósseis e os padrões de vida que Darwin observou na sua viagem a bordo do Beagle convenceram-no de que a evolução é uma realidade.

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